Low BPM
Tudo que rola no mundo dos BPMs: o mundo DJ e sets para baixar.
Por DJ LeuzZ
Vi e revi todas as informações sobre o corrido com o a boite Kiss, fico muito triste pelas familias, pelas pessoas que morreram, pela noite, pelos clubs, mas o lado bom é que agora a palhaçada vai acabar.
Eu, como produtor de eventos, DJ e especialista (com título) na área, sempre fui contra invenções demais em eventos, pois os riscos são muito grandes e eu sempre digo que não é festa fazer festa.
Antes de inventar qualquer coisa, especialize-se, saiba o que está fazendo... O palco não é palhaçada nem brincadeira, é algo sério!

Claro, deve ser feito com o coração e com emoção como fazemos, mas ficar inventando foguinhos, piruetas, naves descendo e coisas do tipo, não rola. Confie na sua arte, na sua vocação sem inventar artificios, se vc for bom, vc vai pra frente, do contrário, já pode comprar uma carroça.
Infelizmente é uma área carente de um conselho (atuante e eficaz), um órgão que emita carteiras que autorizem você a fazer eventos, por isso qualquer um pode sair fazendo a festa que quiser.
Agora já chega de falar nesse trágico episódio, deixem as autoridades tomarem conta do caso, deixem as famílias velarem seu parentes.
Já chega de ver a TV e os jornais falarem nisso o tempo todo, isso demonstra uma total falta de capacidade e falta de sentimentos, e sim apenas o sensacionalismo, pra vender, pra ganhar IBOPE.
Ontem mesmo vi na TV local uma matéria sobre um estabelecimento e imagens mostravam outro lugar... Que despreparo!
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Salve rapaziada, peço desculpas por ter ficado algum tempo sem atualizar a nossa página, foi só correria mesmo, mas aqui está!
Vamos conhecer o novo equipamento da Pioneer e um pouco mais sobre a Pink Elephant.
Algumas novidades marcam o lançamento do CDJ-2000nexus da pioneer, dentre elas a incrível capacidade de de carregar suas musicas via WiFi através do aplicativo Rekordbox, tanto no PC, Mac, iPhone ou Android.
A CDJ-2000nexus também carrega suas músicas se você plugar o seu celular ou tablet via USB, sem contar as ligações de REDE e áudio já vistas na versão 2000.

Esse equipamento também conta com um display de 6.1 polegadas colorido onde é possível ter todas as informações e progresso da música.

Configurações sempre na mão
As definições da função do CDJ podem ser salvas para dispositivos de armazenamento USB, cartões de memória SD, smartphones e tablets.
Além disso, no CDJ-2000nexus as configurações podem ser feitas Pelo "rekordbox ™" e enviadas diretamente para o dispositivo, o que significa que você pode mudar instantaneamente para suas próprias configurações quando preparado com antecedência, isso facilita quando nos deparamos com o momento da troca de djs.
Remodelado, o Master Tempo permite mais qualidade no Áudio
Um novo algoritmo foi adotado para oferecer qualidade de som bem mais fiel ao som original, mesmo quando há mudanças drásticas no tempo durante a reprodução de uma Musica longa. Isso permite alta qualidade de reprodução e mixagem, mesmo quando há uma grande diferença no ritmo.
E se você tem o CDJ-2000/CDJ-900, pode ficar tranquilo,
a Pioneer no final de outubro vai estar disponibilizando a atualização do firmware para igualar com as configurações de LAN dos dois modelos com o Cdj 2000nexus.
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A BOLA DA VEZ: PINK ELEPHANT
Teresina está novamente no roteiro dos melhores night clubs de grife internacional.

Uma das mais badaladas grifes de casas noturnas internacionais escolheu o Teresina para abrir sua primeira unidade no Nordeste. Prevista para abrir em Outubro, a Pink Elephant Teresina receberá um público seleto e ávido por novas opções no entretenimento de luxo. A rede atualmente possui várias casas em funcionamento pelo mundo: Nova York, Southampton, St. Barths, Park City.... Todas oferecem um serviço impecável, som e iluminação de última geração e os melhores DJs nacionais e internacionais.
Os sócios Locais superaram os investimentos para transformar a Pink Elephant Teresina em um local que se tornou referência de diversão dentro e fora do país. O projeto segue o padrão mundial da rede e está sendo executado sob os olhares detalhistas de dois monstros quando o assunto é balada, Dudu Carioca (Eduardo Pacheco) e Gringo (Leal Neto)
A magia do lugar acontece ao unir um ambiente com pessoas bonitas e de alto astral aos detalhes tecnológicos de última geração, como a iluminação produzida pela mesma empresa que ilumina o Museu do Louvre, Paris, e o hotel Burj Al Arab, em Dubai; além disso o projeto de som exclusivo da rede Pink Elephant chega à pista com muita potência e nitidez e às áreas dos camarotes com áudio moderado que permite tranquilamente a uma conversa. Nestes, os sofás possuem plataformas para os mais animados dançarem sem necessidade de descer à pista, geladeiras privativas para armazenagem de bebida e armários para bolsas e casacos que substituem o guarda-volumes.
E o cuidado com os detalhes não param por aí, o ar condicionado importado do Japão é o único da América Latina que além da temperatura também controla a umidade relativa do ar e possui sistema que decanta a fumaça de cigarro. A casa possui ainda um camarim com profissionais para as mulheres retocarem a maquiagem e o cabelo.
Funcionamento:
Sexta à sábado a partir das 22h.
Cartões de crédito:
Visa, Mastercard, Dinners e Amex.
Cartões de débito:
Visa Electron, Maestro e Redeshop.
Seja Sócio:

Set da semana
Dj LeuzZ - That's how I play - 2012 (Live at Ministry Of Sound)

01 - Leave the World Behind (Dj LeuzZ RMX) 70 BPM
02 - Driicky Graham - Snapbacks & Tattoo's Feat. Soulja Boy & Yung Berg
03 - T-Pain - Bang Bang Pow Pow (feat. Lil Wayne)
04 - Wiz Khalifa - Work Hard Play Hard - HotNewBeats.com
05 - Dawn Richard - Fly
06 - Big Sean Feat. Nicki Minaj - Dance (A$$)
07 - Damian jr. gong marley - welcome to jamrock
08 - Young Problemz - BOI (I Got So Many) Feat. Gucci Mane & Mike Jones
09 - Mv BIll - O Bonde no pára
10 - Kanye West ft. DJ Khaled - Way Too Cold
11 - Birdman ft lil wayne and young jeezy - always strapped
12 - Je.re.mih Feat. 50Cent - Down On Me
13 - Rihanna Feat. Chris Brown - Birthday Cake
14 - SevenLox - Party Monster
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Polêmicas põem em risco a arte do DJ
13/08/2012
RIO - Sinal de alerta nas pistas. DJs que tocam sets pré-mixados e os “DJs-celebridades” — famosos que “atacam de DJ” — estão tirando o sono, a moral e (sobretudo) os cachês dos DJs profissionais. A grita já toma conta de vários perfis no Facebook e adquire ares de manifesto em defesa da arte do DJ, que, segundo alguns, já está em risco.
Internacionalmente, os questionamentos sobre as habilidades de um “disc-jockey” esquentaram após as declarações do DJ superstar canadense Deadmou5, que há um mês publicou em seu blog um post com o título “Todos nós apertamos o play”. No texto, depois de afirmar ter consciência de que seria odiado pela classe ao “revelar um segredo”, solta a bomba: “Todos tocamos sets com trechos pré-mixados.” Logo, as declarações repercutiram em blogs, sites e revistas especializadas, em proporções planetárias, dirigindo palavras pouco amigáveis ao “rato”.
Pois aqui as coisas também não estão calmas. Causam desconforto aos profissionais os DJs iniciantes que, considerados “celebridades”, cobram cachês de astros. Em julho, por exemplo, o DJ Olin Batista, filho do milionário Eike Batista, com menos de um ano de carreira, levou R$ 12 mil (valor de top) para tocar na boate Tamboatá, em Itaipava, como noticiado na coluna Gente Boa.
— Levamos quase 20 anos construindo uma cena eletrônica. Suamos para conseguir músicas, equipamentos certos, treinamento e até para criar ídolos genuinamente brasileiros — diz o DJ Memê, um dos mais bem-sucedidos do país e também um dos principais críticos da invasão dos “DJs de ocasião”. Ou, como apelidados nas redes sociais, os “DJs-fake”.
O fenômeno parece mais frequente no interior do país, em que a simples menção de um nome famoso atrai público. Mas, mesmo em pistas em que a cultura club é exercida como antigamente, as tais celebridades já dão as caras. É o caso da apresentadora de TV Pietra Príncipe, convidada para tocar no Fosfobox, ontem.
— Não acho que DJs-celebridades tomem lugar de profissionais — argumenta Cabbet Araujo, sócio do Fosfobox. — O que existe é uma nova geração que não está muito interessada no conceito musical de um ou outro DJ. Os tempos mudaram.
Um dos primeiros sintomas da mudança foi há quatro anos, quando nasceu a noite I Love Pop, chefiada pelo stylist (e DJ) José Camarano e pela produtora (e DJ) Suzana Trajano. Só de ouvir a expressão “DJ-fake”, Camarano, um inconteste frequentador das melhores pistas do país, reage:
— Ouço essa reclamação desde os tempos do iPod no Dama de Ferro, em 2006. Achei que o assunto estivesse resolvido, porque no Rio há lugares como a Comuna, onde só tocam DJs profissionais, além de noites novas, como a D-Date, no 00.

Há espaço para todos.
Para o DJ e produtor Leo Janeiro, do trio Ask2Quit, fakes só têm espaço nas pistas de som mais comercial.
— O problema é que convidar famosos deixou de ser uma brincadeira, e eles começaram a se vender como profissionais — diz. Ficou fácil juntar “DJ” ao nome e ganhar com isso.


A facilidade das novas tecnologias também é apontada como predadora. Hoje descrito pela sigla EDM (electronic dance music), o som dos DJs contemporâneos tem à frente ídolos como Deadmou5 e o sueco Sebastian Ingrosso, que também admitiu ter tocado trechos pré-mixados em seus sets. Para alongar a lista de suspeitos, pense em todo DJ superstar que você conhece: de Tiësto a David Guetta. ‘Qualquer um pode mixar’
Deadmau5 argumenta que não pode se arriscar nas megafestas em que se apresenta, onde “qualquer deslize teria consequências drásticas”. Desdenha do talento para mixagem, dizendo que “juntar beats no tempo certo é algo que qualquer um pode fazer”. E, para atiçar ainda mais, escreve: “Meu talento para música brilha onde deve: no estúdio”.
— Muitos DJs usam programas que fazem sync (recurso em que músicas com o mesmo andamento são agrupadas automaticamente), o que dá mais agilidade ao set. Uso o programa Traktor, mas preservo a mixagem clássica. Nada de playback — enfatiza Leo Janeiro.

Enquanto a gritaria cresce, José Camarano, testemunha de polêmicas desde que defensores do vinil execravam DJs que tocavam CDs, decreta:
— O verdadeiro DJ sempre terá público.


Jornal O GLOBO
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Boa tarde rapaziada, agosto começa com todo gás e eu vou comentar o que aconteceu esses dias comigo. Recebi milhões de perguntas logo depois que escrevi o texto: “APRENDI A TOCAR, E AGORA?“ muitos acharam que eu estava defendendo o fato de um ex-BBB ser DJ e coisas do tipo, a verdade é que a intenção da Low BPM, é de apenas mostrar que não se deve ficar parado e esquecer de todo o resto além de saber tocar, e já dando continuidade a nossa linha de raciocínio de como seria isso tudo, resolvi que essa semana vamos conversar sobre o que é ser undergound ou mainstrem, vamos nessa?
Segundo o Wikipedia o termo underground siginifica uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. Muito conhecido como Movimento Underground ou Cena Underground. Já Mainstream é o pensamento corrente da maioria da população. Este termo é muito utilizado relacionado às artes em geral (música, literatura, etc).
Geralmente usado para definir:
- Algo que é comum ou usual;
- Algo que é familiar às massas;
- Algo que está disponível ao público geral;
- Algo a que tem laços comerciais;
O Mainstream inclui tudo que diz respeito a cultura popular, e é disseminado principalmente pelos meios de comunicação em massa. Muitas vezes é também usado como termo pejorativo para algo que "está na moda", "modinha", etc..
o Brasil e a cena eletrônica (musical/cultural) estão passando por esse consumo fora de controle, as redes sociais a as tecnologias estão contribuindo para que a velocidade desse processo seja cada vez maior tornando bandas e DJs os fenômenos mais sem passado e sem história que ja vimos na vida.
Nem sempre a vontade de ser um artista musical na atualidade implica em fazer aparições na TV, estampar capas de revistas e ser barrado a cada cinco minutos em locais públicos. Há simplesmente a vontade de tocar o que se gosta, ou melhor, o que se ama, para quem quiser ouvir. Aqui no Brasil, temos o exemplo da banda Dead Fish, do segmento hardcore, que atua desde 1991 no underground e não se importa com a ausência de interesse por parte da mídia mainstream, pelo contrário: a banda cultiva essa cultura pelo fato disso fazer parte da essência da sua identidade. “A gente era punk o bastante para não querer estar num selo grande”, revela Rodrigo Lima em entrevista ao blog Conexão Tribo.
Ao “renegar” o que o cenário pop costumeiramente impõe, o Dead Fish assume uma postura, digamos, marginalizada mercadologicamente convencional. Se eles não vivem no luxo, moram em mansões imensas e nem vendem CDs como água, isso é um fator que vale, acima de tudo, para refletir. O que é melhor: fazer com paixão aquilo o que se gosta e encarar as conseqüências com ardor ou ser guiado pela ditadura do mercado deixando-o administrar a frustração contida?
Como tudo na vida tem o seu lado oposto, principalmente no que diz respeito à ideologia, há também os artistas musicais que almejam, desde os seus primeiros acordes, uma vida regada a tudo o que a fama puder lhe conceder. É o caso do fenômeno teen Restart, que há apenas um ano está formada e já veio ao mundo para brilhar. Esta banda, além de conquistar espaço no cenário musical mainstream, especificamente para o público juvenil, lançará, segundo os famosos boatos, uma grife de roupas à essência de sua identidade. Como julgar um caso desses? Audaciosos? Sem posicionamento crítico? Revolucionários pop? Seja qual for o termo em análise, o fato é que eles optaram por essa linha e, logicamente, ganharão os louros conforme a demanda do mercado – assim como o Dead Fish.
Mainstream ou Underground, não importa. O que os relações-públicas precisam saber é para quem o som é voltado (público) e escolher qual posição profissional assumir quanto a sua satisfação pessoal: carreira por dinheiro ou carreira por emoção. Bem aventurados são os profissionais multifacetados como o meu amigo DJ Marky que podem passear pelos dois mundos sem serem consumidos até o extremo do esquecimento (futuro dos artistas que são apenas mainstream).

DJ Marky
Veja essa entrevista que é uma super cutucada no fenômeno “eu quero tchu, eu quero tchá... mãos pra cima”.
SET DA SEMANA: EVE MENDES

http://soundcloud.com/evebutterfly/darkhours-eve
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Nike Force One - 1982
Um tênis projetado para dar a vitória. Esse é o início da história do tênis Nike Air Force 1, um dos grandes lançamentos da Nike na década de 80. Esse modelo foi concebido pela empresa para que a grande esperança do time de basquete da NBA, Philadelphia 76ers, Moses Malone calçasse e fosse ao encontro do desejo da torcida: O campeonato nacional de basquete de 1982.
De lá pra cá, o tênis Nike Air Force 1 tornou-se objeto de desejo dos jovens antenados na urbanwear, por causa de seu estilo memorável que, ainda hoje, marca a história do design de tênis de forma definitiva.
Um detalhe interessante, o Air Force 1 foi o primeiro tênis da marca a contar com o sistema de amortecimento a ar, que, posteriormente, seria um dos principais atrativos para todos os modelos da Nike.

E enfim, o Brasil tem o lançamento desse modelo de tênis de forma oficial depois do modelo ter feito história ao redor do globo e, como era de se esperar, o sneaker já está nos pés de músicos, esportistas personalidades e djs que influenciam a cabeça da molecada para o bem da história.


Um fator interessante nesse relançamento da marca são os detalhes, marcantes, bem construídos e capazes de deixar qualquer fã de sneakers de queixo caído. O Air Force 1 é uma peças que, mais uma vez, mostram o porquê da Nike ser a líder mundial na venda de produtos que encaixam-se de forma perfeita às necessidades do seu público. É um tênis para quem gosta de sentir-se exclusivo, confortável e com a certeza de que está calçando muito mais do que um tênis.
Não deixe de ver o vídeo feito em 2006 que mostra o encontro dos principais djs de hip hop dos EUA e amantes do modelo Force One!
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Aprendi a tocar, e agora?
20/07/2012
A nossa carreira (DJ) já saiu do underground faz algum tempo, prova disso é que se você perguntar pra sua avó o que é um DJ, ela vai saber te responder com toda certeza.
Festas, badalação, gente bonita... Quase todo adolescente não quer mais ter uma banda e sim virar DJ. Desde quando comecei a me envolver com esse mercado, vivi e vi muita coisa acontecer, passei de DJ, para DJ e produtor, DJ e dono de festa, viajei de norte a sul do país, fui ao exterior e tudo isso me fez ver a coisa toda por diferentes pontos de vista. Essa visão é extremamente importante para se conhecer como o mercado se comporta, para entender o que ele quer no momento.
Outra coisa que tenho escutado muito é a seguinte pergunta: "LeuzZ, já sei tocar, como faço pra entrar em uma egência ou tocar em determinada festa?"
As agências e festas buscam hoje em dia, artistas quem tenham a ver com o mercado atual, que tenham potencial para atender aos requisitos que o mercado necessita.

O jovem talentoso Avicii
Esse profissional precisa ser preocupado coma sua imagem, com a sua rede de relacionamentos... Precisa manter a sua presença de forma constante, mas sem ser chata... Precisa ser interessante e sempre estar chamando atenção de forma positiva.
Ter sempre bons "adjetivos colados" ao seu nome é fundamental, isso serve para argumentar a sua escolha ao invés de outro DJ... Serve também para a festa ganhar peso e consequentemente vender ingressos, que pra quem contrata você é o que interessa. Veja o caso dos BBBs.

Resumindo, as festas e agências precisam de representantes, de profissionais que sejam a imagem/extensão de seu trabalho, profissionais que possam agregar e expandir a sua atuação perante o mercado... Só saber tocar não basta!
Aqui vão mais algumas dicas:
- Cuidado com as fotos que você posta nas suas redes sociais.
- Cuidado com os lugares onde você anda.
- Reuniões de trabalho, são de trabalho... Nunca vá vestido como se você tivesse acabado de acordar ou como se você fosse para a praia, eu mesmo não fecharia nada com você.
- Beba, mas pare antes de dar vexame na balada.
- Faça o seu trabalho, chegue e toque... Independente se você gostou ou não do horário que o seu contratante escolheu pra você.
- Um headphone bom (e inteiro), bag limpa, cds nas cases, organização... Tudo isso conta, você esta sendo observado e julgado.
- Boa aparência, higiene, educação... Isso também serve pra vida.
- Respeite os seus colegas de profissão, sejam eles os melhores ou piores DJs que você já tenha visto na vida. Você também vai querer ser respeitado.
- Aprimore suas técnicas... Já sabe tocar? Então comece a produzir suas próprias músicas.
- Você não precisa ser interesseiro ou dar uma de falso... Cole nos melhores e diga pra eles o que você quer.

Ser DJ não é festa, é uma profissão séria, envolve muito dinheiro, tempo dedicação assim como o direito (minha outra faceta), medicina e etc.
Se você entrar pela algazarra que ela pode te proporcionar, com toda certeza você vai ficar no meio do caminho ou viver pulando de galho em galho sem ter identidade como 80% dos DJs que estão por aí.
Eu, DJ LeuzZ, no batente!
Grande abraço!
Set da semana: DJ Flavia Xexeo (RJ)
http://www.4shared.com/mp3/c6xeqiOS/Mixtape_2012_Parte1_DJFlaviaXe.html
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Teresina é a capital do Piauí, tem aproximadamente 1 milhão de habitantes e vive principalmente do comércio. É conhecida nacionalmente pela sua vocação ao turismo de eventos. Teresina saiu na frente na década passada quando o assunto era música eletrônica.
O “booom” do psy trance há alguns anos fez com que toda essa cena entrasse em decadência dando espaço ao novo som que surgia. Raves de grande porte começaram a estourar por todo o estado atraindo pessoas de outros estados do Nordeste. Skimo, Gabe (Wreckeds Machine), Rica Amaral e outros nomes de igual peso eram figura fácil semanalmente por Teresina.
Como toda moda, essa fase passou e vários DJs que entraram na musica eletrônica através do psy começaram a conhecer novos sons e o que era realmente musica eletrônica.
Festivais como o Piauí Pop (festival com bandas e DJs que reunia 30 mil pessoas por dia) ajudaram essa nova fase a tomar corpo e fazer o “esqueleto” da cena local de hoje.
A festa Black Spirit marcou essa nova fase. Os produtores Leo Lima (DJ LeuzZ), Lélio Grangeiro e Andressa Melo apostaram em 2009 nessa nova fase e trouxeram o conceito do novo tipo de balada e com DJs de renome nacional e internacional despertando o interesse no público e em outros produtores a realizarem festas do mesmo estilo.
Essas festas de uma forma ou de outra movimentam a cena local. Passados 4 anos da primeira Black Spirit, a cena teresinense hoje esta a todo vapor podendo o público ter a opção de 3 atrações nacionais em apenas uma semana, algo que é maravilhoso para um estado que é dominado pela música regional.
Hoje, Teresina tem uma noite agitada, várias casas disputam pela melhor noite trazendo DJs de extremo bom gosto e de vários estilos. Vários projetos e DJs que fazem sucesso nos melhores festivais e casas do país, tem certamente uma data por mês em Teresina.
Teresina também começou a exportar DJs e produtores nessa área tendo inclusive DJs viajando pelo exterior, fazendo parte do casting de agências nacionais e participando premiações e lançando suas próprias músicas.
É em sua área nobre que estão concentradas as melhores casas e festas, e a área que compreende a zona leste da cidade.
PRINCIPAIS DJS:
- LeuzZ (Hip Hop)
- Carlos Kleber (House)
- David FX (Tech-house)
- Isaac Nathan (Tech-house e vertentes)
- Dani Lacet (Tech-house)
- Vinicius Veras (House)
- Vof (Tech-house)
- Flávio Durans aka Pastel (House)
- Jan (House e vertentes)
- F5 (Electrohouse e vertentes)
- Lucka Maurylio (Tech-house)
- Fabio Souza (Tech-house)
- Byron Lopez (Tribal e ElectroHouse)
- Lorrayne (Tribal)
- Gringo (Open Format / House)
- Doh (Open Format / Funk)
- Dudu Carioca (Open Format / House)
- Doripan (Tribal)
- Fabrizio (Drum n Bass)
PRINCIPAIS CLUBS:
- CASUAL BAR
- BARUC
- BOX 23
- PINK ELEPHANT (inaugura em Setembro)
- SPAZIO (Atividades encerradas)
- TAJ MAHAL (Atividades encerradas)
- VEGAS (Atividades encerradas)
- CENÁRIO
- PLANETA DIÁRIO
PRINCIPAIS FESTAS:
- CASUAL SESSIONS
- BLACK SPIRIT
- DESIRE
- HOUSE NUIT
- CASUAL FRIDAY
- BLACK NUIT
- SELECTA
- NOITE CARIOCA
- RED CARPET
- SEXTA VIP
- I LOVE SEXTA
- NOITE PROIBIDA
- ELITE FUNK
AGÊNCIAS PARCEIRAS:
- Feeling.art – THE
- Unique DJs – SP
- 3plus – SP
- Tune – SP
- Agência Play – SC
- Water Republic – SP e outras.
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Set da semana: MILENA SCHEIDE

Com 5 anos de carreira Milena Scheide ostenta gigs internacionais na Colômbia, Costa Rica, Espanha, Portugal, Paraguai, México, Itália, República Dominicana. Uma das viagens mais recentes foi a India e Europa.
Ente o resultado da Top 50 da revista House Mag a DJ catarinense conquistou a 37ª posição, e 2ª entre as mulheres.
Suas apresentações sao alegres e vibrantes, surpreende os ouvidos mais exigentes com sets bem construídos onde predomina Deep House e Tech House.
Hoje com 25 anos, já pode se orgulhar também da graduação na Faculdade de Moda. Inclusive, durante o curso teve grande êxito quando apresentou seu TCC com o tema “Música eletrônica: um resgate histórico sobre as influências na moda e comportamento nas culturas contemporâneas”. Portanto, bagagem não lhe falta!
http://soundcloud.com/milenascheide/new-day
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Salve salve rapaziada, tudo em paz?
Hoje vamos falar de desejo de consumo, isso mesmo! Quem aí não viu na cabeça ou no pescoço de alguma celebridade os tão desejados fones da linha Beats Dr.Dre? Pois é, eles conquistaram o mundo por reproduzirem música exatamente como o artista quer que seja ouvida. Sãos fones de alta definição projetados com precisão para revelar toda a plenitude acústica da música, incluindo as sonoridades mais exigentes do Rock, Pop, Hip Hop e R&B. Mas o que chama mesmo a atenção, é o design. Hoje ele faz parte do vestuário de artistas como Lil Wayne, David Guetta (foto destaque) e outros mais que viraram goroto propaganda do fone e que acumulam em casa quase todos os modelos lançados pela marca.
O chato é que a bandidagem já se ligou nisso e começou a falsificar o tão desejado headphone, e a nossa coluna vem com algumas dicas pra você não levar gato por lebre.
Vamos lá?
Primeiro passo:
imagem 01
Na imagem acima você pode notar em que na caixa da esquerda (original) contém o logo “TM” após a indicação do nome do modelo do fone de ouvido (Studio) e já na imagem do lado direito (falso) já não existe o logo “TM”. A foto pode não mostrar tanto, mas olhando bem você percebe que falta um parte do texto, que no caso seria o “TM”.
Segundo passo:
Imagem 02
Na parte de trás da caixa, você pode ver que as fotos dos fones de ouvido são um pouco diferentes.Eles são posicionados de forma ligeiramente diferente. Depois, há também a falta de ”tm” sinal sob o “estúdio” palavra no canto inferior esquerdo. ”tm” também está ausente no texto vertical à esquerdada caixa embaixo da palavra ”dre”, e também está faltando na última linha do último parágrafo do texto.
Terceiro passo:
Imagem 03
No lado da caixa, é óbvio que a imagem no original é menor do que a do produto de imitação. O original também menciona que as baterias e o adaptador companhia aérea estão incluídos, enquanto que a imitação não menciona nada disso.
Quarto passo
Imagem 04
Foto do rosto do Dr. Dre. Muito claramente diferente. A impressão sobre o falso é geralmente muito mais escura, e você não pode ver seu pescoço muito bem. Seu pescoço é mais claro no original. Também note o uso de um “|” em vez de um ”/” entre “beatsbydre.com” e “monstercable.com” no original e imitação, respectivamente. Além disso, há um número de modelo no canto inferior direito de um falso, e não há qualquer sobre o real.
Quinto passo
Imagem 05
Como pode se notar facilmente na foto, a diferença está na fita em que auxilia a abertura da caixa. Caixa esquerda (original) muito maior do que a da direita (falso).
Sexto passo
Imagem 06
Como você pode perceber, nesta a imagem a diferença é muito clara! Imagem da esquerda manual original, da direita manual falso.
Sétimo passo
Imagem 07
Na parte de trás do guia de início rápido, há sutis diferenças no tamanho da fonte e o uso de ”|” e “/” novamente. Manual original à esquerda manual falso à direita.
Oitavo passo
Imagem 08
Há uma grande diferença entre os panos de limpeza fornecido. Tecido original é enorme. Já o tecido falso é pequeno
Nono passo
Imagem 09
Nono passo: Esse dois documentos, só serão fornecidos na compra do produto original, no falso, não virá esse documento.
Décimo passo
Imagem 10
A tampa da bateria do fone de ouvido autêntico, é claro, tem o número de série e a assinatura do Dr. Dre. O falso não tem nenhum (Imagem da tampa da bateria falso não incluído, basta imaginar um espaço vazio onde a assinatura e o número de série deve ser).
E para completar a matéria, iremos dar mais uma dica sobre os fones da Monster. Antes de comprar um modelo “edição especial” NUNCA deixe de pesquisar no site da própria marca Monster para ver se o próprio modelo consta na lista de modelos oficiais da linha “Beats By Dre”.
E a ultima dica: Não existe Dr.Dre Beats barato, todo eles custam os olhos da cara, mas valem muito a pena.
Não deixem de conferir a fan page: http://www.facebook.com/beatsbydre
Set da semana: Lucka Maurylio, esse moleke é bom, confiram!![]()
http://soundcloud.com/luckamaurylio-1/deepseason-live-lucka-maurylio
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O trio formado por Steve Angello, Sebastian Ingrosso e Axwell, que juntos atendem pelo nome de Swedish House Mafia, andou soltando algo na net, que esta, seria sua última tour.
Os boatos contam que o clima entre eles não estaria nada bom e que o ego inflado seria o principal motivo para tantas brigas, mas outros dizem que isso é apenas estratégia de marketing para dar um gás ainda maior numa suposta volta do trio.

Nos resta esperar pelas cenas dos próximos capítulos.
Enquanto isso, veja um pouco da rotina dos suecos no documentário ”TAKE ONE“.
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(na foto destaque: DJ Tiësto)
Mixcloud é uma plataforma online de publicação de áudio utilizada por profissionais de música no mundo todo, fundado em 2010, O mixcloud surgiu como alternativa se comparado ao seu primo soundcloud. Nele os músicos podem colaborar, compartilhar, promover e distribuir suas composições inteiramente grátis e sem limite de postagem, daí vem o enorme sucesso que vem fazendo.
O objetivo do site é permitir que profissionais da música troquem idéias sobre as composições nas quais estão trabalhando, permitindo uma fácil colaboração e comunicação antes de um lançamento ao público. Hoje, o site também é utilizado por ouvintes e usuário da web em geral.
O site permite mostrar os arquivos de áudio enviados em widgets que simulam um diagrama de espectro abaixo do qual os usuários podem postar seus comentários sobre a música. Estes widgets podem ser embutidos em blogs e redes sociais.
Entre os usuário ilustres do site estão o produtor Sebastian Ingrosso, o duo de música eletrônica The Knife e a banda de rock Them Crooked Vultures.
Vale a pena conferir: www.mixcloud.com
Os 10 djs mais ricos do mundo
- DJ Tiësto: US$ 65 milhões (R$ 133 milhões)
- Paul Oakenfold: US$ 55 milhões (R$ 113 milhões)
- Paul van Dyk: US$ 50 milhões (R$ 102 milhões)
- John Digweed: US$ 45 milhões (R$ 92 milhões)
- Armin Van Buuren: US$ 40 milhões (R$ 82 milhões)
- Sasha (DJ): US$ 40 milhões (R$ 82 milhões)
- Judge Jules: US$ 40 milhões (R$ 82 milhões)
- Pete Tong: US$ 30 milhões (R$ 61 milhões)
- Daft Punk: US$ 30 milhões (R$ 61 milhões)
- Moby: US$ 28 milhões (R$ 57 milhões)
SET DA SEMANA: DJ LEUZZ BLACK BEAT MIX TAPE 75

Para você já ir experimentando o mixcloud, resolvi postar todos os meus sets por lá. Aqui está um dos mais baixados na época em que eu utilizava o soundcloud.
Confira!
http://www.mixcloud.com/djleuzz/dj-leuzz-mixtape-75-2009/
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Salve salve rapaziada! É com enorme prazer que a partir de hoje estarei por aqui contando tudo que rola no mundo dos BPMs, leia-se: DJs! Isso mesmo, a convite do meu brother Isaac Nathan, vou contar e compartilhar com vocês o meu ponto de vista sobre tecnologias, novas tendências, festas, estilos, tesouradas... Esse é no nosso cantinho aqui na net chamado LOW BPM! Pra começar, vamos ler uma texto que fala sobre a relação do DJ com o seu trabalho, o que faz um DJ se sobressair em relação aos outros, que nada mais é do que a fúria, a paixão pelo que faz... E quem sabe canalizar isso, se sobressai...
Leia e entenda! Espero contar com a colaboração de vocês para tornar a LOW BPM em um ponto de encontro de boas coisas pra gente ler e ficar por dentro, afinal esse é um canto que é feito e escrito para quem é apaixonado pelos toca discos!
Toda se manda também teremos sets dos melhores do Brasil e do exterior, inteiramente free pra você baixar! Então vamos lá!
SOM E FÚRIA
“Eu amo quando alguém resolve parar de reclamar e faz algo. Principalmente quando esse algo é dar um clique em todo mundo. Conheci Philip Sherburne graças a um debate que participei na primeira edição que o Sonar teve no Brasil, no final de 2004. Não dei muito crédito a ele como nunca dou a simples jornalistas. Mas com o tempo segui o que ele escrevia e descobri que ele não desejava ser um crítico ou um pseudo-lançador de modas ou artistas. Não. Ele resolveu ser muito mais que isso. Sei lá com o saco cheio de quê mas tudo começa com Ewan Pearson. Esse é um cara que sempre presto atenção. A primeira vez que comprei um álbum dele deve ter sido 2000 ou 2001 ou 2002, por aí. Me identifico com o figura porque além de fazer música eletrônica ele é produtor de bandas. Como eu. E um dos primeiros a se mudar pra Berlin e fazer as honras dessa cidade. Ewan cometeu na sua coluna na revista Grooves algo parecido com os treze mandamentos dos produtores de música eletrônica. Isso trigou nos olhos / mente / orelha de Philip Sherburne que, doido com a crise econômica americana que afeta totalmente o mundo da música eletrônica (sim, afeta!), resolveu perguntar a cem pessoas algo como um código de honra / lista de mandamentos. Recebeu vinte e quatro respostas. A maioria muito inspiradora. Leia-as todas. E se inspire. Porque se a vida é feita de som e fúria, e eu digo, som, e eu digo, fúria, ora, a pergunta eterna que eu recebo no meu blog ou no meu email ou na minha orelha, vinda dos produtores iniciantes ou nem tão iniciantes assim é: estou indo no caminho certo? Estou fazendo o necessário pra virar um grande produtor? A pergunta sempre vem recheada de dicas de compressão, equalização, masterização e todos os ãos necessários já que a maioria sabe que com um Ableton Live, um Logic, um Nuendo, uma MPC ou até um Fruitloops dá pra chegar lá. Mas eu fico doido que dificilmente vem a pergunta da segunda palavra da “vida é feita de som e fúria”. Sim. É necessário fúria. Porque Gui Boratto poderia ser apenas um produtor de música muito comercial como foi durante muitos anos. Eu sei lá se foi em San Francisco, onde morou por um tempo, ou se em São Paulo mesmo, ou se quando sua filha nasceu. Mas algo disse pra ele: é necessário fúria. Foi esse o momento que Gui deixou de ser apenas um maestro do Logic e da síntese subtrativa e resolveu ser Gui Boratto. E o que é Gui Boratto? Eu já ouvi as mais diversas definições. Driblador das tendências até o pejorativo emotechno, Gui Boratto inventou seu som próprio e mesmo contra toda a corrente que nunca o aceitaria como produtor de sucesso no começo da sua carreira foi lá e THÉNG! Bateu o sino. E bateu o sino. E bateu o sino. É o som. É a fúria. Marky é um exemplo de som e fúria. É tão simples enxergar isso nele. Quando em 1999 ele apareceu na minha frente eram muito claros os dois elementos. Renato Cohen, que finalmente está lançando um álbum, graças a Deus, sempre foi indecifrável e cheio de som e fúria. Tanto que seu principal hit se chamou “Pontapé”. Porque ser produtor de música e principalmente de música underground como deve ser a música eletrônica, é saber todos os truques, todas as técnicas para poder expressar toda a doidera que se passa no fundo do fundo da mente e do coração.
Uma das pessoas que Philip Sherburne pediu para que soltasse seu código de honra disse: faça um álbum totalmente sóbrio. Só assim você vai crescer. Eu já digo: sim, faça seu álbum sóbrio de alma. Sóbrio de mente. Nem que pra isso você tenha que ser totalmente loco. Mas faça de sua música um mergulho no escuro. Faça do seu sequenciador favorito uma extensão dos seus pensamentos e sentimentos mais profundos. Porque fazer música é muito mais do que juntar alguns beats. Muito mais do que remixar seu artista favorito. Muito mais do que achar um sample genial. Fazer música e especialmente música eletrônica é fazer as pessoas sentirem profundamente emoções. Sejam elas saudade, como frequentemente nos gêneros derivados do trance. Coragem, como nos gêneros derivados do techno. Sexy, como em alguns gêneros derivados do house. Ou mesmo faça as pessoas rirem como no jackin house, em algumas vertentes do techno, no booty house ou no funk carioca. Drama, comédia, aventura, terror, medo. Sim. Tudo isso pode e deve ser expressado pela música eletrônica. Pra isso é fundamental soar único. Pode até se aproximar de uma família de sons e produtores pra se encaixar nos sets dos DJs. Mas você só vai se destacar se soar apenas você mesmo. Além de dominar os sintetizadores, os samplers, o Reaktor, a família Arturia ou os hardwares Moog ou Evolver, desenvolva a sua própria biblioteca de sons. Desde os bumbos e caixas e hats a todos os samples. Toque, mesmo sem saber tocar. Conheça a história da música eletrônica e das técnicas de producão. Os sons podem ser 8 bit vindos do jurássico computador Commodore Amiga como super hitech vindo da sensacional bateria do Logic Ultrabeat. Mas não fique apenas nos patches de fábrica. Não adianta escolher na Ultrabeat o kit House e mandar ver. Porque isso qualquer mané faz. Tu é qualquer mané? Cante ou faça rap você mesmo. Faça que suas letras transmitam suas idéias. É tão óbvio que parece fácil. E é. Como Nego Moçambique faz. Traga todas as suas influências nas costas mas processe-as num centrifugador gigante que existe no mais profundo de sua mente e coração. Leia livros. Reflita sobre eles. Identifique as emoções de filmes que mexem com você e tente fazer sua música produzir emoções tão intensas quanto essas. Ou se Counterstrike é sua parada faça sua música ser tão frenética quanto o game.
Faça exercícios pra aprender as técnicas. Gosta de minimal? Estude Marc Houle. Saque os sons que ele usa. Gosta de house? Estude as raízes. Ou Derrick Carter. Ou mesmo o super atual Jay Haze. Estude como se fazem as diferentes vertentes do techno. Aliás, entenda o que é techno. O que é o estudo dos ritmos por meios eletrônicos com o objetivo de produzir emoções. Estabeleça jogos como fazer músicas com no máximo 8 timbres (incluindo nisso os sons de bateria). Ou até mesmo fazer músicas sem sons tradicionais de bateria eletrônica. Os Neptunes, maiores produtores do pop na minha opinião, adoram batucar em cima de seus ritmos programados. Batucar. Com qualquer coisa. Com latinhas, brinquedos, uma peça de percussão achada no lixo. Quando gravar você mesmo tocando, não censure suas idéias. Grave, grave, grave, improvise, não pense se funciona. Vá tocando e gravando. Só edite no dia seguinte. Ou dali a algum tempo. Apenas ao se soltar totalmente que você vai chegar ao seu mais interno eu e finalmente chegar a uma idéia que valha alguma coisa. Claro, estou parafraseando o grande cineasta David Lynch no seu sensacional livro “Catching The Big Fish”, que vai deve sair no Brasil no momento que você ler isto. Mas porque é bom e porque é necessario. Os peixes grandes não são fáceis de pegar. Você demora pra pegá-los, tem que saber as técnicas e tem que ir bem no fundo. Porque um track, uma faixa, uma música, pode ser muito mais do que um track, uma faixa, uma música. Enfim. Seja você mesmo e despeje toda sua fúria no seu sequenciador favorito.”
Dudu Marote
Set da semana: Ammie Graves no Ultra Music Festival de Miami

http://soundcloud.com/ammiegraves/ammie-graves-ultra-music
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